Dinamarca e Cuba unem forças e expõem contradições dos EUA em debate
- simuladoonualjazee
- 16 de jun.
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O debate tomou outro rumo quando o delegado da Dinamarca defendeu a viabilidade de uma proposta apresentada pelo Canadá. Segundo o representante, o texto canadense é benéfico por complementar resoluções anteriormente aprovadas em solo dinamarquês, prevendo tanto a revisão do Conselho de Segurança da ONU quanto a redação de um novo texto para o princípio internacional da "Responsabilidade de Proteger" (R2P).
Contudo, o ponto alto do discurso dinamarquês foi a aplicação prática desse conceito, usando a base militar de Guantánamo, em Cuba, como o exemplo definitivo das falhas no sistema sob tutela americana. O delegado relembrou que a Comissão Interamericana de Direitos Humanos já exigiu o fechamento daquela instituição.
"Como os Estados Unidos podem se apresentar como defensores globais dos direitos humanos, enquanto Guantánamo continua sendo alvo de críticas de organismos internacionais?", questionou o delegado da Dinamarca, citando violações graves como torturas, prisões indefinidas, julgamentos injustos e tratamentos degradantes mantidos pelos Estados Unidos.
Ao final de sua fala, em um movimento combinado, o representante dinamarquês cedeu seu tempo restante de aparte diretamente para a delegação de Cuba.
Aproveitando o palanque oferecido pela Dinamarca, a delegada de Cuba assumiu a palavra com uma forte linha histórica, resgatando o conceito do "Destino Manifesto" e o "excepcionalismo americano" como ferramentas ideológicas que os EUA utilizam para tentar moldar e influenciar o mundo.
A representante cubana rechaçou veementemente essa visão assistencialista e imperialista, argumentando que o "discurso de civilização" promovido pelos Estados Unidos nada mais é do que um pretexto histórico para justificar intervenções externas de forma arbitrária.

Confira abaixo o discurso completo:









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